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Lutheria



Juninho Alves

Olá meu nome é Juninho Alves. Sou de Araçatuba (SP) e trabalho com música - guitarrista - há 10 anos. Além disso, faço pesquisas a respeito de lutheria e estarei em nossa coluna falando a esse respeito. Escolhi o tema “Madeiras” para iniciarmos as nossas discussões.
Tons de madeira não é o fator mais importante na decisão de tom, mas eles têm um grande papel. Os captadores de alta qualidade soariam completamente diferentes se a guitarra for construída com madeira compensada comparada a uma feita de maple por exemplo. Assim, no final, não se limite a pensar que uma guitarra compensada terá o mesmo som como uma guitarra de mogno, mas não ache que se precisa de uma guitarra de mogno top 10 para obter um som gordo. Não façam concessões na qualidade, não gaste todo seu dinheiro para obter a “melhor madeira”.
Braço, formato, tamanho e acessório também cria a sua parte em tons. Maple é uma madeira comum para , braços, como é duro, cria um tom brilhante. Jacarandá e Maple também são usados para escalas. Jacarandá cria um tom morno. Temos também o ébano, uma madeira um pouco menos comum, é muito pesada e cria um ataque brilhante, rígido.
Mogno às vezes também é utilizado em braços, por seu estilo clássico e quente. Seja cauteloso, no entanto, às vezes esse tom de mogno grande cria uma enorme quantidade de peso na guitarra. Sempre confira o peso da guitarra de pé e sentado, quando for testá-las. Muitas vezes precisamos fazer shows muito longos e, com certeza, o fator peso influencia muito. Podendo trazer fadigas, dores e com o tempo problemas dorsais.

Juninho Alves
(juninhowguitar@hotmail.com)
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Homenagem da semana



Esta semana: ROBERT FRIPP




Olá a todos. Eu sou Cesar G. Berton, guitarrista profissional - Artista Solo e Al Piacere - e estarei com vocês aqui no Blog das Cordas comentando a respeito dos nossos artistas homenageados! Estes músicos foram escolhidos por estarem aniversariando nesta semana. Obviamente não seria possível comentar em apenas uma postagem semanal todos os nomes interessantes... Assim tive a tarefa árdua de escolher apenas um músico por vez.
Iniciarei esta coluna com um guitarrista muito interessante e que tem trabalho e carreiras muito importantes para o meio da música popular.

Trata-se do guitarrista ingles Robert Fripp do King Crismon, nascido no dia 16 de Maio de 1946.




Fripp é um guitarrista de rock progressivo, famoso por suas técnicas inovadoras no seu instrumento, como o uso de um aparelho denominado Frippertronic que dá a guitarra a capacidade de gerar sons de sintetizadores.
Em nenhum momento Robert se prendeu à algum estilo musical, nunca cultivou ídolos, chegando à dizer que “(...) Jimi Hendrix nunca foi um guitarrista; foi apenas um músico que tinha algo a dizer e conseguiu, chegando a duvidar se o mesmo se interessava tanto pelo instrumento de trabalho(...)”. Outro alvo do guitarrista inglês foi Eric Clapton, a qual mencionou que foi “(...) um guitarrista meramente banal, que lançou algo interessante e se perdeu com o tempo (...)” - Declarações dadas à revista Guitar Player de 1974 em resposta a rumores destes dois terem sido as suas grandes influências.

Robert desenvolveu um estilo único sem se prender ao mainstream, o que lhe gerou alguma antipatia com parte do público, apesar de gozar de extrema reputação no meio especializado.

O King Crismon lançou-se, em 1969, com moderado sucesso apesar da inovação a qual o álbum trazia para o rock da época. Porém o a banda partiria para uma imensa troca de integrantes, permanecendo Robert Fripp como o único remanescente, apesar do mesmo não se considerar o seu band líder.
Além do King Crimson, Fripp trabalhou com diversos artistas apenas citando: Brian Eno, Peter Gabriel, David Bowie, ,Andy Summers, Blonde e Talking Heads.
O disco mais recente dele é o The Equatorial Stars com Brian Eno de 2004.
Abaixo você pode assistir uma linda performance de Fripp.

Abrassssssss e até a próxima!

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O Hard Rock




Fernando Costa


E ae pessoal,tudo certo?




Meu nome é Fernando Costa, sou da cidade de Pirajuí-SP, sou guitarrista graduando do curso de Instrumento da USC, trabalho profissionalmente com banda e leciono aulas particulares em minha cidade.

Hoje veremos um pouco do que se trata Hard Rock, começaremos hoje do começo (ah.... não me diga!) vendo a decada de 60, mas afinal o que é Hard Rock?

O Hard Rock foi um gênero musical iniciado por volta das décadas de 50 e 60, fortemente influenciado pelo blues e pelo rock n’ roll, foi assim caracterizado por possuir um som mais pesado, com guitarras mais distorcidas, um volume muito alto e vozes com uma característica mais agressiva.

Na década de 60 bandas britânicas como Cream, The Jimi Hendrix Experience (estes que juntos tiveram um impacto significativo na música popular de seu tempo, popularizando o pedal wah-wah, uma curiosidade interessante é que Frank Zappa que tocava com The Mothers of Invention no Garrick Theatre, no Greenwich Village novaiorquino que apresentou o então recém criado Pedal de Wah-Wah a Jimi Hendrix), The Who,Rolling Stones, The Yardbirds, que teve como guitarristas Eric Clapton que saiu formando mais tarde o Cream, Jeff Beck e Jimmi Page que formaria “New Yardbirds” mais tarde se tornando Led Zeppelin. Esses foram alguns dos artistas principais a difundir o estilo que começou em canções como "Happenings Ten Years Time Ago", do Yardbirds, "My Generation" e "I Can See for Miles", do The Who e "You Really Got Me", do Kinks.

O estilo também foi caracterizado pela estética,d inâmica das apresentações e inovações sonoras. Em se tratando de guitarra, a exploração de efeitos, destaque ao fuzz e fortes drives além do wah-wah já citado.

A dinâmica das apresentações foram marcadas por exemplo com os solos de Jimi Hendrix feitos com os dentes, as exibições marcantes de Pete Townshend (imagem), que em 1964 “Tocando num palco alto demais, o estilo físico das performances do guitarrista resultaram no rompimento do corpo de seu instrumento, quando ele se chocou contra o teto. Furioso com as risadas da platéia, Townshend arrebentou a guitarra em pedaços, pegou uma Rickenbacker de doze cordas e continou o concerto. Por conta disso, o público no show seguinte aumentou consideravelmente, mas ele se recusou a destruir outro instrumento. Ao invés disso, Keith Moon foi quem arrebentou seu kit de bateria. A destruição de instrumentos se tornaria um destaque dos shows ao vivo do Who pelos próximos anos..”, o incidente na Railway Tavern acabaria entrando para a lista de "50 Momentos que Mudaram a História do Rock 'n' Roll" da revista Rolling Stone e influenciando uma geração posterior de guitarristas a quebrar seus instrumentos (que bom para as industrias de produção de instrumentos não?Rsrs ).

Por conta disso, as apresentações começaram a ser lotadas em busca de se ver um grande espetáculo não somente musical. O figurino, a produção de palco, luzes e etc, tiveram um crescimento significativo e um papel muito importante nas apresentações. Existia um público que pensava além do “Vamos ouvir aqueles caras porque eles são bons” o pensamento do momento era por exemplo “Vamos assistir o The Who porque eles quebram tudo no final” essa inovação que popularizou e em termos originou o estilo.
No final da década de 60 muitas bandas de Hard Rock já estouravam nas paradas de sucesso e em oculto grandes nomes do Rock n’ Roll já começavam a desenvolver sua sonoridade influenciados por tais. O Hard rock na década de 60 foi algo revolucionário para a história do rock e da música contemporânea, onde se iniciou algo que vemos não só no rock mas em quase tudo na música até hoje, o poder da estética nos palcos.

Não deixem de ver na próxima semana Hard Rock na década de 70 e os demais posts do nosso blog que estão fantásticos, um grande abraço a todos!

Fernando Costa
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O Thrash Metal

Olá. Iniciando a minha coluna do Blog das Cordas irei falar do estilo musical em que atualmente atuo: O Thrash Metal

O thrash metal é uma subdivisão do heavy metal conhecida por maior velocidade e maior peso do que seus antecessores. Suas origens remontam ao fim da década de 1970 e começo da década de 1980, quando um grande número de bandas começou a incorporar elementos com a nova música hardcore punk que surgia, criando assim um novo estilo. Este novo gênero é muito mais agressivo do que o speed metal, considerado seu predecessor. As "quatro grandes" bandas do thrash metal são Anthrax, Megadeth, Metallica e Slayer, que criaram e popularizaram o gênero no começo da década de 1980. No fim dos anos 70 o termo thrash já era usado na cena punk para referir-se as bandas que possuíam uma sonoridade mais agressiva que as demais do estilo, foram feitas até mesmo compilações utilizando o termo como o New York Thrash compilado em 1978 e lançado apenas em 1982 que continha bandas como Bad Brains, Adrenalin O.D., The Undead entre outras. Só a partir do início dos 80 que o termo foi adicionado no cenário do metal.

O thrash metal no Brasil tinha basicamente três cenas, a de São Paulo (de bandas como Korzus, Executer, Attomica, Acid Storm, MX e etc), a do Rio de Janeiro (de bandas como Dorsal Atlântica, Azul Limão, Taurus, Metralion, Antitese e etc) e a mais notória, a de Belo Horizonte (de bandas como Sepultura, Chakal, Mutilator, Overdose, entre outras, e alavancada graças ao selo Cogumelo Records).

Sem duvida nenhuma, a banda de thrash metal de maior repercussão fora e dentro do Brasil foi o Sepultura. Inicialmente mais voltado para o lado mais obscuro do thrash metal (o que muitos chamavam de death ou black metal), logo com o lançamento de Schizophrenia em 1987 a banda despontou lá fora e levou a assinar com o selo europeu Roadrunner Records.

Durante os anos 90 não houve muitos nomes no thrash, mas vale citar Zero Vision e Distraught, que praticavam um thrash metal um pouco mais moderno, como o praticado lá fora (Pantera, Machine Head, Hatebreed etc).

Hoje os representantes do thrash (seja na linha mais old-school ou mais moderna) são bandas como Torture Squad, Midnight Route, Blasthrash, Violator, Farscape, Bywar, entre outras.

Guilherme Ferrari é guitarrista e graduando do primeiro semestre do curso de bacharel em instrumento - guitarra na Universidade do Sagrado Coração (USC / Bauru).
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O Soft Jazz e as Guitarras Semi-acústicas





Mateus Matos Góes

Olá sou Mateus Matos Góes, sou bacharelando em Música, instrumento- guitarra pela USC e falarei de Soft jazz e guitarras semi-acusticas.

O Soft jazz.

Soft jazz, mais conhecido como smooth jazz ou New Adult Contemporary Music, é um som como próprio nome diz mais suave, refinado e elegante sem deixar de enfatizar os elementos tradicionais do jazz, mas com uma maneira mais “fácil” de se escutar.

O estilo tem influências do fusion e é considerado uma evolução do fusion dos anos 70.

Guitarras semi-acústicas.

As guitarras semi-acústicas são diferentes das chamadas maciças, pois possuem uma caixa de propagação acústica o que a torna maior que as maciças e seu som natural também é mais intenso.

A captação das guitarras semi-acústicas é feita com mais freqüência com captadores passivos e pouca ou nenhuma com captadores ativos.

São guitarras preferidas pelos músicos de jazz, blues e MPB pelo seu timbre grave e aveludado.

Mateus Matos Góes
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O ensino de música na escola livre





Aldo Bruno Marchand,

Olá a todos!

Meu nome é Aldo Bruno Marchand, sou guitarrista profissional e arte-educador (com ênfase em guitarra). Como tenho vivenciado muito a realidade de trabalhar com educação em escolas livres - com crianças, adolescentes e o publico da “3ª. idade” de diversas classes sociais - resolvi colocar esse tema para nossas discussões. Abro então essa primeira postagem comentando sobre minha opinião a respeito do perfil deste público...

Dar aulas em escolas livres de música vai muito além do simples ensino do conteúdo técnico, teórico ou prático. O professor trabalha com várias faixas etárias de alunos, com diversos objetivos e preferências pessoais distintas, por isso é muito difícil generalizar o ensino e padronizar os procedimentos.

Crianças até 12 anos de idade dificilmente aceitam interferência no modo de estudo, tendo uma resposta mais lenta. Sendo uma idade onde, ao invés de um ensino “sério”, é buscado um processo de musicalização que pode auxiliar no futuro. Ainda não existem por parte dos alunos maturidade e capacidade de abstração suficientes para que o aprendizado alcance as metas estabelecidas. Pode ocorrer um interesse natural nesta idade, mas ele poderá ser desfocado da proposta do professor, existem alunos nesta faixa etária que buscam o contato musical constante, porém prevalece o jeito de o aluno pensar devido à falta de maturidade momentânea.

A partir de 12 aos 17 anos o aprendizado encontra uma boa época da vida da pessoa que combina crescimento de maturidade com boa disponibilidade de tempo para estudo. Alunos adultos geralmente sofrem pela falta de tempo para desenvolver as atividades musicais devido aos seus compromissos profissionais.

Outro fator interessante é o ensino para a terceira idade, onde se encontra o maior grau da maturidade e geralmente um processo de musicalização tardio, onde o contato com a música era algo muito desejado que não foi alcançado previamente devido à condição de vida da pessoa no passado e seus compromissos profissionais. Depois de resolver suas questões financeiras e familiares o aluno da terceira idade procura as escolas de música para completar sua vida tendo contato com as atividades musicais.

Um público interessante é aquele que não desenvolve nenhuma atividade musical extra-classe e busca as escolas de música para se aproximar fisicamente do meio musical, mesmo que esteja intelectualmente distante.

Aldo Marchand é professor de instrumento e guitarrista profissional atuando na cidade de Bauru. Bacharel em economia e graduando em instrumento guitarra pela USC (3º. Semestre).
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Bem vindo ao Blog das Cordas - Tutorial

Olá Pessoal Tudo bom??

Aqui quem fala é Gabriel Benjamim, serei um dos colaboradores do Blog das Cordas e farei um breve histórico pra vocês e também um pequeno tutorial de uso do blog.

O Blog começou por iniciativa dos alunos do curso de música da USC - Universidade Sagrado Coração de Bauru/SP junto com o professor César Gabriel Berton, o blog nasce como uma revista semanal em que vários assuntos serão discutidos, de maneira aberta e contando sempre com a colaboração do público.



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Sejam Bem vindos..!!!
Um Grande Abraço,
Gabriel e equipe do Blog das Cordas

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